sexta-feira, agosto 11, 2006

A hora de mostrar o patriotismo

Como se sabe, O Brasil é o único país do planeta que estaciona quando há a Copa do Mundo de futebol. No Brasil, se joga o melhor futebol do mundo, com direito à exportação seqüencial de craques. O futebol virou um ótimo negócio, embora a realidade do atleta em regiões distintas do país seja uma tragédia.O povo entra em transe, veste-se de amarelo-manga, pratica todos os excessos possíveis para justificar não apenas a vitória do selecionado mas também uma forma de compensar suas frustrações sucessivas, secretas e emergenciais. Isso é patriotismo? Então, por que não se veste de amarelo-manga para protestar e agir contra o desaparecimento da região amazônica, a extinção da Mata Atlântica, a cadeia mais complexa de corrupção instaurada pelo autoritário governo Lula, o desemprego, a violência, a impunidade generalizada, o crescimento econômico nanico, a carga tributária aviltante?

4 comentários:

Serjão disse...

É o velho e bom comodismo da classe média, Tiago. Eu já abordei isso algumas vezes. Ele só foi para rua defebestrar Collor pq doeu muito no bolso. E mesmo assim foi incentivada pela mídia e pelos movimentos populares. O desreipeito é total em vários níveis. Um abração.

Colombina disse...

Não... passeata não é um bom meio de protesto. Manjado demais e não dá resultado. A maioria que passeia não sabe direito o que está defendendo. Mas o motivo principal é a sutileza do mal que nos aflinge. As coisas ruins não vêm de sopetão, vão aparecendo aos poucos. E a população sofre como o sapo que esquentou-se junto com a água da panela no fogo.

Passarim disse...

Tiago,

Estamos atentos. Precisamos informar ao mundo o que realmente acontece na Amazonia e em outras florestas brasileiras. E nós mesmos temos que encontrar a saida, senão perderemos para os madeireiros ou para outras nações que destruiram as deles e estão de olho na nossa. Abs. Jarbas

Passarim disse...

Tiago, Veja só a devastação: "Dez meses depois do estouro do escândalo do mensalão, pensava-se que o envolvimento do Partido dos Trabalhadores em casos de corrupção e falcatruas em geral já não causasse surpresa a mais ninguém. Na semana passada, no entanto, a primeira parte do relatório final da CPI da Biopirataria mostrou que o partido ainda pode, sim, surpreender – e superar-se quando o assunto é o assalto ao Estado. A vítima, neste caso, foi a Floresta Amazônica. No ano passado, VEJA publicou reportagem mostrando a existência de um esquema em que filiados e parlamentares petistas ligados ao Ibama facilitavam a extração de madeira ilegal no Pará em troca de doações de madeireiros para campanhas de candidatos do PT. Depois de nove meses investigando o assunto, a CPI não só confirmou a situação descrita pela reportagem como apontou como chefe do esquema de desmatamento ilegal no Pará o gerente executivo do Ibama no estado, Marcílio Monteiro – indicado para o cargo pela senadora petista Ana Júlia Carepa, com quem foi casado.

Fundadora do PT no Pará, Ana Júlia é conhecida por seu envolvimento com os movimentos sociais e a causa dos sem-terra da Amazônia. Embora um acordo costurado entre parlamentares tenha poupado Ana Júlia e seu ex-marido de um pedido de indiciamento no relatório, a investigação da CPI esbarrou em uma série de indícios comprometedores para a dupla. Logo no início das investigações, a comissão recebeu de um sindicalista da região a denúncia de que parte da propina paga pelos madeireiros para conseguir autorizações para o desmate e o transporte ilegal de madeira era depositada em contas bancárias de uma assessora da senadora, Maria Joana da Rocha Pessôa. Obtida a quebra do sigilo da funcionária, descobriu-se que, apenas em 2004, ela havia movimentado, em duas contas, uma quantia superior a 2 milhões de reais. O valor é dezesseis vezes mais alto do que a renda anual que Maria Joana declarou à Receita Federal: 124.800 reais. Além disso, extratos bancários analisados pela CPI revelam que contas da assessora passaram a receber cada vez mais dinheiro à medida que se aproximavam as eleições. "Essa movimentação voltava a cair com a passagem do pleito", afirma o relator da comissão, José Sarney Filho (PV-MA). A CPI não conseguiu rastrear a origem do dinheiro que alimentou as contas milionárias de Maria Joana: a maioria dos depósitos foi feita em dinheiro vivo. Um clássico petista." Fonte:
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