terça-feira, julho 03, 2007

Humanos tratados como gado

Discutir sobre liberdade de expressão rende. Existe um pensamento, que felizmente não se extingue, defendendo que não é necessário que o povo tenha tanta informação. Ou seja, que é necessário filtrá-las por um bem maior. Determinadas informações causam revolta e indignação, de forma a atrapalhar o andamento de reformas e obras necessárias para o desenvolvimento social e econômico de uma nação.

Esse tipo de teoria foi utilizado como desculpa pela maioria dos governos totalitários para manter-se tranquilamente no poder. Hittler controlou todos os meios de comunicação da alemanha e conseguiu tranformar, para os alemães, os judeus em seu bode espiatório. Na ditadura militar brasileira a censura tentou impedir a todo custo a investigação e divulgação da tortura que ocorria no Dops.

Se houvesse uma imprensa livre na alemanha do nazismo, como os alemães reagiriam ao saber que seu líder era um judeu? E durante a nossa ditadura, os militares conseguiriam manter-se no poder por tanto tempo se não houvesse a censura?

De fato, para aqueles que estão no poder é bom negócio calar os meios de comunicação, mas para o povo não. O argumento maior de quem defende essa restrição é que o que interessa ao povo é alimentar-se e ter saúde. É óbvio que alimentação e saúde não se podem descartar, mas é possível unir isso com liberdade. Não querer tornar isso possível é sinal de preguiça e incompetência política.

A importância da livre circulação de informações é exatamente para evitar as injustiças e crimes que possam ser causados por aqueles que estão dirigindo a nação. Quanto sofrimento e assassinatos não foram causados por governos com a desculpa de que se estava fazendo o bem coletivo? Até hoje isso ocorre.

Em Cuba por exemplo, os exilados relatam em livros e blogs o que ocorria a eles quando suspeitos de "subversão". Eram mandados para o campo, ficando três anos como escravos sem direito a sequer um julgamento. Humilhados e torturados, mesmo quando inocentes do simples fato de ter uma opinião diferente de Fidel Castro.

Há quem acredite que o regime de Fidel é ideal, pois lá ninguém passa fome, a taxa de analfabetismo é perto do zero e que a saúde é excelente. De fato, os índices sociais parecem ser ótimos, mas isso não é a plena realidade. A população cubana em sua maioria necessita da ajuda oficial do governo para ter o que comer. Os hospitais estão sucateados, sobrevivem ainda da herança da época em que Cuba era uma ilha de prosperidade. Época pré-Fidel, em que a renda per capita era das maiores da américa.

Além disso, saber ler em Cuba não tem muita utilidade. O único jornal é do governo, a única TV é do governo, e as unicas radios também são do governo. Dessa forma, só se descobre a dura realidade do país, a da injustiça e do atraso, quando você vira a vítima da suspeição da inteligência cubana.

Esses que gostam do regime de Fidel têm um ideal de que os seres humanos deveriam viver como colmeias ou formigueiros. A vontade própria e o livre arbítrio não merecem respeito. A base para esse pensamento é que o ser humano é burro, não sabe o que quer, e portanto o estado é que deve prover aquilo que acha que ele necessita. O problema maior disso é que quem gere o estado é outro ser humano. Só uma pessoa muito pretensiosa pode achar que sabe como uma outra pessoa deveria viver. Esse tipo de pessoa existe. Geralmente ela é aquela que colhe os frutos da domesticação do ser humano que é tratado como gado. Este que é tratado como um gado entrega todos seus direitos e deveres civis ao seus pastor, por medo ou por ignorância, em troca de necessidades básicas. Aqueles que se atrevem a ter vontade própria são sacrificados.

No Brasil atual, os esquerdistas que sempre foram contra a censura durante a ditadura, no momento em que estabeleceram-se como classe dominante, a chamada elite sindical, fazem de tudo para restabelecer a censura. As desculpas são as mais variadas, mas todas baseiam-se na idéia de que o povo é um formigueiro. A classificação indicativa, que na verdade é proibitiva, e que foi estabelecida agora no governo Lula, nada mais é do que a censura prévia que existia durante a tão mal falada censura da ditadura. É claro que as restrições dos censores irão crescer aos poucos, na medida em que o assunto for se amornando.

O interessante desse grupo é que ele tem o poder de multar telejornais e até mesmo cassar a concessão das TVs. Ou seja, qual emissora de TV terá coragem para investigar e mostrar os desfalques do presidente do senado no futuro? Qual emissora de TV terá coragem de exibir uma entrevista da ministra do turismo mandando o povo relaxar e gozar por causa do caos aéreo? E o irmão do presidente, este então com certeza virará um santo.

Mas é claro que a desculpa primordial para o estabelecimento da censura é garantir que as crianças brasileiras não assistam programas que incentivem ao sexo e à violência. Isso é o mesmo que dizer: Pais, vocês não sabem cuidar de seus filhos, quem sabe é o estado. É aquela ideologia do gado já referida. Mas não se pode esquecer que é fato que muitas famílias não têm estrutura para educar seus filhos. Deixam-nos ao léu. Um argumento que justificaria inteiramente a censura então é dizer que as crianças acabam por assistir a qualquer programa que queiram.

Chegamos então ao grande impasse. É correto então afetarmos toda a população e o futuro da liberdade de um país por causa de famílias desajustadas? O problema é que estão tentando colocar a culpa da violência no meio errado, de forma a ter uma desculpa para limitar a liberdade de expressão. E o pior é que muitos aceitam isso como se fosse um benefício, quando há alternativas viaveis, como investir num serviço de assistência social que funcione e fazer campanhas educativas sobre o tema alertando aos pais.

É preciso definir o que é mais perigoso, um estado com todo o controle dos meios de comunicação, ou correr o risco de algumas crianças assistirem um filme em que ocorram assassinatos.

Por fim, é bom explicar o porquê de no ínicio do texto eu ter dito que felizmente ainda existam tantos que sejam contra a livre circulação de informações. Sem eles não saberíamos porque somos a favor. A expressão clichê "a unanimidade é burra" define tudo, e só com meios de comunicação livres e independentes do governo podemos garantir que nunca haja unanimidade. Graças a isso hoje ainda podemos discutir esse assunto sem sofrermos a consequência de não aceitar ser apenas mais uma formiga.

quarta-feira, junho 20, 2007

É preciso provar a inocência sim

No meu post anterior, em que dissertei sobre a condição de Renan Calheiros, afirmei que as provas da inocência do senador eram insuficientes. O leitor Sérgio argumentou que a frase não tinha lógica, pois não se deve provar a inocência e sim a culpa. É um pensamento correto, contudo, analisando os fatos podemos perceber o porque do senador precisar provar a inocência.

Um lobista de uma empreiteira pagava suas contas. Essa empreiteira foi beneficiada por diversas ementas do senador. Isso é fato, não é especulação, logo de certa forma já é anti-ético. Renan precisa provar que o dinheiro que o lobista usava para pagar as suas contas, provinha de seus rendimentos agropecuários, de forma a não ser uma espécie de propina. Isso, o senador não conseguiu provar. Se conseguisse seria uma prova de inocência.

Ao tentar provar sua inocência o senador se enrolou mais ainda. Dentre os itens foi a constatação de que muitas das notas fiscais lançadas por sua fazenda, são notas frias. Além disso, ele precisa explicar agora como pode o preço do gado de um estado que não pode vender gado para fora de suas fronteiras, por causa da febre aftosa, conseguir um preço superior ao do gado de outros estados que não possuem restrições.

Um especialista em agropecuária foi entrevistado na Globo News ontem e perguntaram a ele se era normal lucros de 60% neste ramo. Ele simplesmente riu. O normal, num local que não possui essas restrições é 15%, respondeu ele. Na ânsia de tentar fechar as contas para provar sua inocência, ou seja, provar que poderia pagar as contas sem a propina do lobista, Renan acabou fazendo sua fazenda ter recordes em todas as áreas. Recordes desmentidos até pelo gerente da fazenda. Isso tudo o senador precisa explicar. Precisa, para provar sua inocência.

sexta-feira, junho 15, 2007

Todos por Renan Calheiros

Chega a ser ridícula a atitude do Senado federal na defesa de seu presidente. Parece haver uma força incessante entre os senadores, até mesmo da oposição, para protege-lo, mesmo que as provas de sua inocência sejam insuficientes. Há uma vontade de fingí-las totalmente verdade, de forma a não intensificar as investigações. Veja que uma simples verificação da veracidade das notas fiscais, executada pelo Jornal Nacional, já desmente a versão de Renan. Até mesmo um exercício de contabilidade, como o apresentado por Veja, mostra como o presidente do senado não tem defesa. Deve ser por isso que Lula e sua base aliada, dentro dela Renan Calheiros, têm lutado tanto para diminuir a liberdade de expressão e de imprensa. Parabéns a Globo e a Abril pela coragem e cobertura dos fatos.

quarta-feira, maio 30, 2007

Rádio pirata e o país sem lei

Aqui no Brasil para burlar a lei basta inventar uma causa nobre, mesmo que a causa não seja tão nobre assim. O caso que ocorreu ontem, de rádios piratas de igrejas evangélicas interferirem no controle de vôo de aeroportos de São Paulo, ilustra bem isso. Rádio pirata é algo fora da lei, mas se você argumentar isso com algum pastor ou algum evangélico ligado a uma dessas rádios, ele irá contra-argumentar que para espalhar a "palavra do senhor" não é. Mesmo que isso possa causar um acidente aéreo com várias mortes. Ou seja, roubar é pecado, mas roubar uma frequencia de rádio não. Que lógica é essa?

A mesma coisa acontece com os diversos "movimentos sociais". O MST invade propriedades privadas e ninguém é preso. E o pior, o governo também desrespeita a lei quando compra terrenos invadidos para reforma agrágria. Pela lei, é proibido fazer isso em um terreno invadido. Mas no Brasil, basta dar uma desculpa de que é pelo bem social. Acontece que a lei que proibia terrenos invadidos de serem vendidos ao governo foi feita para impedir que os grandes detentores de terra patrocinassem os sem terra para poder superfaturar seus hectares para o governo. Ou seja, essa lei simplesmente é ignorada no governo Lula.

Outro exemplo é a invasão da reitoria provocada por estudantes da USP. Além de estarem brigando para que não haja transparência nas contas da universidade, eles estão agindo contra a lei. Aposto que se alguém invadisse a mansão de um deles, eles não gostariam. Mas pimenta no dos outros é refresco né. É o mesmo que os evangélicos, invadir o espaço dos outros tudo bem. Para eles não importa se os outros estudantes estão sendo prejudicados, nem que o dinheiro dos impostos do povo de São Paulo está sendo desperdiçado por dias sem aulas.

terça-feira, maio 29, 2007

Estudantes da USP contra a democracia

Para que uma democracia funcione, as leis devem ser respeitadas. É claro que nossos dirigentes petistas-sindicais não dão o exemplo, mas isso não é desculpa para que os pseudo-estudantes da USP infrinjam-nas. A ocupação da reitoria da USP é criminosa, e o que reinvindicam é acima de tudo uma estupidez. Na verdade, a maioria dessa minoria nem sabe o que está reinvindicando, acham que estão lutando pela autonomia da Universidade, como se prestar contas de seus gastos à sociedade fosse algo que tirasse a autonomia de uma Universidade. Todas as grandes Universidades do mundo são obrigadas a fazer isso, e ainda cobram mensalidade dos alunos. O restante dessa minoria tem alvo certo nessa greve, eleições 2008. Estão utilizando um bando de inocentes uteis para isso. Como afirmo isso com tanta convicção? Oras, se os decretos do governador são realmente incostitucionais como eles alegam, bastaria entrar na justiça contra eles. Ou seja, o que eles querem é fazer bagunça. Enquanto isso, a maioria dos estudantes e professores são punidos pela falta de vergonha de uns poucos.

O bom exemplo de estudantes vêm da Venezuela: Lá os estudantes protestam por uma causa nobre. Protestam contra a censura aos meios de comunicação. Aqui a censura está voltando e os estudantes lutam pra que a corrupção continue...

sexta-feira, maio 25, 2007

Ocupação da Vila Cruzeiro no RJ

Dia desses li num blog um comentário reclamando da ocupação da polícia carioca na Vila Cruzeiro. Dizia o comentário que os moradores não aguentam mais os tiroteios. O blogueiro clamava ainda ao governador a retirada da polícia com o fim de acabar com os confrontos. Concordo que é lastimável que ocorra uma situação dessas, mas creio que há uma certa inversão de valores nesse comentário. Primeiramente porque a causa do tiroteio não são os policiais, são os traficantes. Eles é que estão contra a lei. Onde já se viu, a polícia não poder entrar em algum bairro? E o pior de tudo é que tem gente que defende isso. Antes dessa ocupação, em outros governos, a polícia invadia, matava e ia embora. Esse tipo de ataque não dava em nada. A ocupação sim é algo que poderá dar resultado. A área precisa ser policiada como qualquer outro bairro. E o pior é que aqueles que reclamavam que a falta de estado era o que causava o banditismo nas favelas, são os mesmos que reclamam da presença do estado agora. O governador Sérgio Cabral está de parabéns pela coragem que está tendo.

quarta-feira, maio 23, 2007

Ocupação da USP por estudantes

O que me indigna nessa ocupação é a reinvidicação deles. Eles querem que a universidade não seja obrigada a prestar contas ao estado. Que ela, que recebe dinheiro público de nossos impostos, não discrimine ponto a ponto com que e em que gastaram. Como podem estudantes riquinhos defenderem uma posição dessas? É como defender uma maneira a mais de se praticar atos ílicitos, de mamar nas tetas do governo. Em todos os países desenvolvidos as universidades públicas prestam contas ao governo e nem por isso perdem autonomia. Ou seja, esses pseudo-estudantes estão utilizando a palavra "autonomia" para não estudar, não ter que fazer prova, trabalhos, e com certeza, ali no meio daquele povo há um pseudo-líder que se beneficiará da fama para tentar se eleger vereador. Os trouxa-estudantes que o seguem fielmente, serão seus eleitores.

Bio-diesel

Há exatos 40 anos, o cientista cearense Expedito Parente criou o biodiesel, um óleo combustível derivado de plantas oleaginosas capaz de substituir, com vantagens, o diesel derivado de petróleo usado pelas indústrias pesadas, caminhões, usinas geradoras e outros equipamentos. Surgia a descoberta que poderia revolucionar o mundo no que tange à produção de combustíveis de fonte renováveis.

A coisa era tão séria que o então ministro da Aeronáutica, Délio Jardim de Matos, entusiasmado, mandou que as pesquisas de Expedito continuassem no Centro Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos.

Era a ditadura militar e nada foi revelado sobre o trabalho, considerado assunto reservado de segurança nacional. Pois bem. Logo o biodiesel provou ser o combustível do futuro, nascido do país que tem melhores condições em todo o mundo para produzí-lo: a nossa Pindorama. Entre 1980 e 1984, foram produzidos mais de 300 mil litros do óleo, utilizados em testes.

Paralelamente, Expedito criou o bioquerosene, também originário de oleaginosas, substituto do querosene de aviação. E no dia 24 de outubro de 1984, dia do aviador, um Bandeirante da FAB decolou de São José dos Campos usando o bioqueronse como combustível.

O teste foi um sucesso. E tem mais: em 1980, em Fortaleza, o vice-presidente da República, Aureliano Chaves, e o governador Virgilio Távora, este um dos grandes incentivadores das pesquisas do professor cearense, inauguraram ali na BR-116, a primeira usina produtora de biodiesel, montada pelo Expedito e seu fiel auxiliar Alfredo Rafael Campi, o Lelo. No ano de 1983 a empresa Auto Viação Catarinense, de Blumenau, experimentalmente usando biodiesel, o que foi verdadeiro sucesso; tudo registrado pelas páginas do Jornal d Santa Catarina.

Em 2001, Expedito Parente criou a TECNOBIO, uma empresa que fabrica equipamentos para a produção de biodiesel. De lá para cá, centenas dessas unidades foram montadas no País, produzindo combustível para prefeituras,
indústrias, universidades etc.

Contar essa pequena história do biodiesel é fazer justiça ao seu verdadeiro criador, que não teve a sorte de ser um professor de Harvard. Se fosse, talvez, já tivesse até abocanhado um prêmio Nobel.

Mas o assunto vem à tona apenas para alertar os incautos para essa propaganda enganosa do governo, que agora gasta o dinheiro do contribuinte, dizendo que o biodiesel é obra de agora (nunca, em toda a história deste país), assim como tudo de bom que se fez nesse País desde 1500.

quinta-feira, maio 17, 2007

A censura está de volta

Ninguém acreditava, mas mesmo assim eu vivia denunciando. Os sintomas eram tão claros que as pessoas fingiam não vê-los. Primeiro tentou-se calar a boca dos artistas e cineastas com a Ancinav. Depois tentou-se calar a boca dos jornalistas com a CFJ. Ambos foram rechaçados pelo congresso e pela opinião pública.

Depois começaram os rumores de que o governo usaria dinheiro público, de nossos impostos, para patrocinar meios de comunicação "alternativos", como por exemplo o jornal que ameaça de morte jornalistas contrários ao Lula. Aí então, os petistas começam a discutir formas de proibir que a televisão fale mal do governo durante eleições.

Pensando então em como criar o melhor aparato de propaganda, surge então idéia de uma TV pública, com dinheiro público de nossos impostos, só para falar bem do governo (vide a hora do Brasil, que é uma máquina de propaganda).

E finalmente, numa tentativa desesperada de calar a boca das redes de televisão abertas, o governo Lula re-instaura a censura prévia, depois de 20 anos de democracia. Agora todos os programas que passarem na TV deverão ser enviados a uma equipe de censores que definirão se o programa pode passar ou não em determinado horário.

Finalmente? Finalmente nada, Lula está só começando. Ele ainta tem três anos e meio para criar mais e mais restrições a nossa liberdade de expressão. É um AI5 moroso, devagar. O povo brasileiro está entrando numa ditadura assim como o sapo na panela é cozinhado se o calor for aumentando aos poucos.

Deixo-lhes enfim algumas perguntas: Vocês acham que os chefes desses censores permitirão que eles deixem um telejornal passar num horário acessível quando uma denuncia grave de corrupção atingir o governo? E uma série que faz críticas a populismo? E os protestos contra a CPMF que crescerão dia a dia? Qual próximo veículo de comunicação que será censurado?

Só garanto que isso é bem mais importante do que a censura ao Youtube por causa da Daniela Cicarelli.

Na ditadura também negavam a tortura

Para quem não sabe, a censura está de volta. Foi instituída pelo governo Lula agora neste novo mandato. Agora quem decide se você pode assistir um programa não é mais você, é o governo. Ouça o podcast do Diogo Mainardi, aquele jornalista que foi ameaçado de morte pelo jornal do MR8, para saber mais um pouco:

"O Observatório da Imprensa reprovou minha última coluna. Nela, eu dizia que Lula está reintroduzindo a censura prévia por meio da classificação indicativa dos programas de TV. Um jornalista do Observatório da Imprensa garantiu que isso não é verdade, citando a opinião qualificada de sua fonte, José Eduardo Romão. Sabe quem é José Eduardo Romão? É o responsável pela classificação indicativa no ministério da Justiça. Em outras palavras, é o chefe dos censores. Quando perguntavam ao delegado Fleury se havia tortura no regime militar, ele negava. Nesse sentido, o jornalista do Observatório da Imprensa está mais para setorista do Dops do que para jornalista."

Podcast de Diogo Mainardi: Censura prévia está de volta

Aproveitemos o governo que elegemos.