Gabeira e Paes têm propostas muito semelhantes nas diversas áreas da administração municipal. Tanto que a grande motivação de muitos eleitores em escolher Gabeira é mais por causa de sua postura ética do que pelas suas propostas. Lembrando sempre que não se pode confiar no que Eduardo Paes diz pois seu histórico de fidelidade não é muito bom. Contudo, além da ética, Gabeira possui propostas e projetos bem melhores e mais viáveis que os de Eduardo Paes, e isso pra mim é a derradeira motivação para votar nele. Descrevo então abaixo alguns dos principais projetos do programa de governo de Gabeira.
Saúde
Gabeira ampliará a rede saúde da família e a rede de ambulatórios, onde serão realizados atendimentos com horário expandido. Hoje em dia para ser atendido o cidadão precisa faltar ao trabalho. Com a extensão do horário, os cariocas poderão ser atendidos em horários alternativos. A rede municipal de distribuição de medicamentos gratuitos será expandida para melhor atender aos que sofrem de doenças crônicas. No controle de epidemias, em especial a dengue, além das que hoje já são feitas pela prefeitura, serão utilizadas duas soluções inovadoras. A primeira é implementar vôos não tripulados para verificar áreas com possíveis focos de dengue. Isso irá baratear as intervenções, que poderão ser feitas em pontos mais localizados. A segunda é utilizar um software criado pela Coppe aqui no Rio, para identificar áreas com possíveis focos de dengue mais rapidamente. O programa foi testado em Fortaleza onde quase todos os focos do Aedes aegypti foram destruídos. Para Eduardo Paes esse tipo de solução inovadora é mal vista pois acabaria com um problema edêmico que a cada eleição ele poderia reutilizar. Ao invés disso ele prefere divulgar a construção de inumeras UPAs, unidades essas que hoje já podemos ver que não funcionam nada bem devido ao alto custo. Essa história de contruir quantidade X de hospitais e quantidade X de escolas o povo do Rio já viu antes e não se engana mais. Vide a quantidade de CIEPs abandonados por aí. Voltando ao que Gabeira pretende fazer pela saúde, ele pretende além de tudo promover um choque de gestão nas unidades hospitalares municipais, especialmente nas unidades de emergência, por meio de parcerias com organizações sociais, para que assumam o gerenciamento das operações e viabilizem a remuneração justa aos médicos e a contrapartida destes na mesma proporção. Veja uma explicação mais detalhada sobre as propostas de Gabeira para a saúde do Rio de Janeiro aqui!
Educação
Em primeiro lugar, Gabeira irá acabar com a aprovação automática. Em seguida planeja ampliar a rede de creches na cidade e atuar na garantia de sua qualidade. Ele entende que é nesta idade que se formam as capacidades cognitivas que nos acompanham a vida toda. Isso também facilitará o acesso das mães ao trabalho, melhorando ainda mais a qualidade de vida das famílias. No ensino fundamental e médio a idéia é aumentar o tempo de permanência do aluno na escola, viabilizando aulas de reforço para recuperar atrasos na aprendizagem dos alunos. Isso se dará utilizando os serviços de "explicadores" que já atuam nas comunidades e, também, de estudantes universitários. Em especial a participação dos universitários terá via de mão dupla, pois ajudará no reforço do aprendizado dos alunos e criará oportunidade para que os universitários adquiram experiência profissional. Mas é importante frisar que isso se dará mediante aprimoramento da gestão escolar com foco em resultados, a certificação dos gestores e professores e a aValiação e premiação destes pelo desempenho de seus alunos.
Transporte
Implementar o sistema de bilhete único que garante que com um bilhete seja possível utilizar durante três horas todo tipo de transporte e Redistribuir o sistema de onibus atual que conta com onibus quase vazios na zona sul e superlotados na zona norte e zona oeste. Além disso Gabeira elaborou um plano de transporte para integrar a cidade como um todo. Dentre as medidas podem ser citadas:
- Participação como investidora no metrô da linha quatro ligando o Morro de São João em Botafogo, passando por Humaitá e Gávea, até a Barra da Tijuca;
- Ligação da Barra com a Zona Norte através de onibus articulados no corredor T5 indo até Madureira e Penha;
- Túnel da Grota Funda e duplicação da av. das américas no Recreio;
- Veículos leve sobre trilhos ligando toda a Barra e Recreio pela Av. das Américas, Av. Abellardo Bueno e Av. Ayrton Senna;
- Continuação da Via Light entre Anchieta e Madureira;
- Abrir a Rua Dagmar da Fonseca para dar mais fluidez ao trânsito de Madureira;
- Linha de barcas ligando Ilha do Governador e Aeroporto Internacional a Botafogo passando pela praça XV;
- Em Campo Grande abrir uma mão dupla na Césario de Melo para aquecer o comércio e duplicar a Estrada da Caroba;
Além disso há propostas sobre outras vias de transporte que podem ser implementados, são elas:
- Linha ferroviária ligando Bonsucesso a Ilha do Governador, passando pela Av. Brasil, Fundão e Galeão;
- Extensão da linha 1 do metrô para ir da praça saens pena até Méier;
- E apartir dessa extensão, uma conexão até madureira, fazendo a conexão com trem de superfície até Santa Cruz;
Isolamento político
Eduardo Paes gosta de frisar que tirará o Rio de Janeiro do isolamento político, contudo isso não é exclusividade dele. Gabeira tem um ótimo relacionamento político com todos os partidos, prefeitos, governadores e até mesmo de outros países. Gabeira tem acesso a todos as esferas de poder federal, tirando aqueles políticos é claro que ele enfrentou por causa dos desvios éticos, como Severino Cavalcanti e Renan Calheiros, que aliás é do mesmo partido que o Eduardo Paes. O isolamento político que tanto se fala também não é algo que realmente existe. Tanto que em 2007 o governo estadual fez um enorme acordo com a prefeitura sobre transferências administrativas, pois o governo estadual percebeu que não teria caixa para manter muitas estruturas devido ao rombo que o PMDB criou nas contas públicas. E os jogos Pan Americanos foram realizados com sucesso com uma ótima integração entre governo federal, estadual e municipal. Gabeira pretente aumentar ainda mais a integração entre essas esferas de poder, e ainda mais, retomar o diálogo com outros municípios e países, coisa que Eduardo Paes dificilmente conseguiria. Além disso, é bom lembrar que a atual aliança de Eduardo Paes com Lula pode ser provisória. Uma pessoa tão volátil como ele, que muda de opinião a cada mês, logo logo pode estar brigado novamente com o presidente. Sem contar que no meio do mandato de prefeito ocorrerá uma eleição presidencial e estadual. E se por um acaso algum aliado de Cesar Maia ganhar? E se Cesar Maia se eleger governador? Eduardo Paes manterá a richa pessoal que tem? E o relacionamento com o DEM na câmara dos vereadores, partido com a maior bancada, como se dará? Eduardo Paes possui problemas pessoais gravíssimos com outros partidos e personalidade que poderão ao contrário do que ele divulga aumentar ainda mais o isolamento do Rio de Janeiro.
Desenvolvimento econômico
O plano de governo de Gabeira prevê a criação de 25 pólos de desenvolvimento distribuídos por toda a cidade. A idéia é ter um planejamento a longo prazo para recuperar áreas abandonadas da cidade, gerar empregos e ajudar na desfavelização. visa também distribuir melhor as atividades econômicas por toda a cidade, permitindo que os cidadãos tenham a oportunidade de trabalhar mais perto de casa, precisando se deslocar menos. O primeiro pólo será a zona portuária, seguindo o exemplo de cidades como Buenos Aires, Barcelona e Londres, que fizeram tal reforma gerando uma onda de crescimento e oportunidades. Um outro pólo, que é de mais fácil desenvolvimento, é o de plantas ornamentais de Guaratiba, que valorizaria o turismo na região. Os pólos serão implementados com incentivos ficais, participação da iniciativa privada e com a participação de moradores. Só na Zona Oeste serão 12 pólos, mais detalhes sobre cada um deles pode ser visto no blog da campanha.
Essas são as propostas de Gabeira que creio serem as mais relevantes para o Rio de Janeiro. É claro que muitas outras podem ser encontradas no site da campanha. Propostas para turismo, esportes e cultura. Mas além de tudo isso, com Gabeira na prefeitura teremos a certeza de ter um prefeito que está disposto a trabalhar pela cidade e não por um projeto político no melhor sentido PMDBista do "doa a quem doer". Não veremos o prefeito mudando de partido pra tentar se eleger governador. Não veremos o prefeito mudando de idéia sobre projetos e visões de acordo com as alianças no meio do mandato. E principalmente teremos um prefeito honesto, comprometido com boa gestão, a ética e o futuro do Rio de Janeiro.
terça-feira, outubro 14, 2008
Boataria contra Gabeira
Algumas explicações sobre os boatos que a campanha de Eduardo Paes têm espalhado sobre Gabeira.
1) Sobre ele ter sido guerrilheiro isso é inegável. Gabeira lutou contra a ditadura, e era comunista assim como grande parte dos políticos de hoje. Inclusive Fernando Henrique, Lula, Dilma Roussef, Sérgio Cabral e José Serra. No caso, a forma como Gabeira lutou contra a ditadura foi parecida com a dos que hoje se encontram no poder, Dilma e Marco Aurélio de Melo são dois poderosos ministros que também praticaram atos guerrilheiros e de sequestros. A grande diferença é que hoje ele reconhece que a luta pelo comunismo não era certa, e que a forma como lutou estava errada. O fato é que os tempos eram outros, a ditadura era insuportável e era o auge da polarização esquerda e direita. Se Eduardo Paes fosse presente na época provavelmente agiria como age hoje em dia. Se aliaria ao mais poderoso do momento para conseguir algum emprego público e então ganhar uns trocados e um pouco de fama. Apoiaria sem sombra de duvidas a tortura, e isso ficou evidente no debate da Band, onde ele declarou que achava certo que militantes de outros partidos fossem espancados em público, desde que tivessem alguma ficha suja. Pode parecer estranho isso pra quem não conhece Eduardo Paes, mas para quem é da Zona Oeste e o conhece sob o apelido de Dudu das milicias, essa declaração foi normal.
2) Sobre a atuação de Gabeira como deputado federal, não tem como falar mal. Muitos acreditam que ser do poder legislativo é apenas aprovar emendas que garantam um graninha pra se auto promover no devido curral eleitoral. Isso é resultado de um pouco de ignorancia sobre o funcionamento do Estado. Gabeira nesses anos todos se pautou em aprovar diversos projetos de lei e reformas que hoje ajudam o Brasil. Sempre deixando de lado o medo de perder popularidade ao votar a favor do Brasil e não de pequenos grupos de cidadãos que poderiam lhe garantir eleições. Enquanto toda a esquerda era contra o Real, ele foi a favor. Enquanto toda a esquerda foi contra o Proer, ele foi a favor e hoje vemos o quão necessário foi este programa, vide a crise nos Estados Unidos. Enquanto a esquerda era contra a universalização da telefonia ele foi a favor. Lutou contra o poder da Petrobras na época dos grande vazamentos de óleo, o que obrigou a empresa a impedir que novos desastres acontecessem. Esses são só alguns exemplos da atuação dele em defesa dos interesses dos brasileiros. Não tem do que reclamar da atuação dele na câmara. Tanto ele como Eduardo Paes foram ótimos deputados federais. A diferença é que hoje Eduardo Paes tem vergonha da própria atuação, e isso muito me decepciona pois votei nele para este cargo e tinha orgulho do trabalho dele na CPI dos correios. Se ele tem vergonha, significa que ele acha que é errado investigar a corrupção do executivo e do legislativo. Pra mim, achar que isso errado é que é uma vergonha.
3) Muitos têm me dito que não votam no Gabeira porque ele defende a legalização da maconha. Em primeiro lugar, nem prefeito, nem governador, e nem mesmo presidente têm o poder de legalizar a maconha. Em segundo, Gabeira é a favor, mas não no momento atual. Ele reconhece que somente num futuro em que a sociedade estivesse preparada isso seria possível. É a mesma opinião de Sérgio Cabral, que logo que se elegeu governador levantou a bandeira dessa discussão se dizendo favorável a legalização. Só pra lembrar, Sérgio Cabral é o padrinho político de Eduardo Paes no momento. Digo no momento pois Eduardo Paes troca de padrinho e de partido a toda hora, conforme pode lhe ser conveniente para ganhar um cargo melhor e uma graninha a mais.
4) Outra boato que vem sendo espalhado por Eduardo Paes é sobre as preferências sexuais de Gabeira. Dois são os motivos: A famosa foto dele de tanguinha e o fato dele ser a favor dos direitos civis dos homossexuais. Gabeira desafia os conservadores e defende o princípio de que cada pessoa tem o direito sobre sua própria vida e que deve buscar a felicidade como bem quiser desde que não atrapalhe a liberdade alheia. É por isso que defende os direitos civis dos homossexuais, mas nem por isso é. Ele é casado e tem duas filhas. Não há sequer qualquer história ou boato envolvendo ele com outros homens, ao contrário de Eduardo Paes. Não que isso seja errado, mas é que é mentiroso. Eduardo Paes têm espalhado essas mentiras, mas o telhado dele é de vidro.
5) Eduardo Paes tem a todo momento tentado colar a imagem da gestão de Cesar Maia à candidatura de Gabeira. Isso porque tendo sua candidata derrotada, era natural que o atual prefeito não apoiaria um traidor para prefeito. Mas apoio é diferente de aliança. Não há a participação direta do apoiador na gestão do prefeito que se elegerá. Além disso qualquer que seja o prefeito que se eleja precisará do apoio do DEM, que é o partido que mais elegeu vereadores na câmara. Portanto este apoio é muito importante. Quando dudu das mílicias fala mal desse apoio ele está dando um tiro no próprio pé, pois apesar dos muitos problemas, a gestão de César Maia foi muito boa. Basta comparar o Rio de Janeiro de antes e o de hoje. As contas públicas estão todas em dia, e os funcionários são muito melhor tratados do que por exemplo os funcionários do estado, que é governado a mais de 12 anos pelo PMDB de Eduardo Paes. Trocar uma administração ótima como a atual por uma péssima como a que é feita no Estado do Rio não é uma boa troca, mas mesmo assim Eduardo Paes fica bradando contra a atual gestão aproveitando a onda anti-cesar-maia que assola o Rio por causa da cidade da música. Os funcionários da prefeitura é que devem ficar apreensivos, pois Eduardo Paes trará não como apoio, mas como aliança, com cargos e secretarias, a horda de PMDBista do Garotinho.
6) Nos poucos debates que tivemos nesse segundo turno a pergunta sobre fidelidade partidária foi feita com intensão de colocar Gabeira no mesmo barco que Eduardo Paes. Gabeira trocou de partido apenas uma vez. Foi para o PT no ano da eleição de Lula, quando havia uma grande onda pró Lula. Até eu votei nele. Era um ano de esperança. Tendo começado o governo Lula e vendo tantos problemas dentro do partido e do governo, Gabeira saiu do PT, pois não poderia manter-se num partido com tantos desvios éticos. Normalmente, os políticos fazem o contrário, saem dos partidos que estão em baixa para entrar nos partidos que estão em alta. Exatamente como fez Eduardo Paes que recentemente entrou no PMDB pra conseguir o apadrinhamento de Sérgio Cabral pra virar prefeito. Dudu das milícias têm lançado boatos dizendo que Gabeira foi para o PT para conseguir se eleger deputado federal. Pura mentira aproveitadora da ignorancia alheia, Gabeira sempre teve uma ótima votação, e seguindo o voto proporcional, é muito mais fácil pra ele se eleger em um partido pequeno para eleições legislativas. No caso, como foi o mais votado do Rio de Janeiro, não foi o PT que o ajudou a se eleger, foi ele que ajudou a eleger mais petistas. Assim, pode-se ver que Gabeira, tirando o desvio do ano Lula, Gabeira sempre foi fiel ao seu partido. Já Eduardo Paes, até hoje não sabemos se ele é verde, democrata, social democrata ou salada-mista (PMDB). Aliás, não sabemos nem mesmo se ele é a favor ou contra Lula e Sérgio Cabral. Cada dia uma opinião diferente, sempre buscando ganhar um carguinho melhor.
7) Depois que Eduardo Paes foi massacrado no debate de O Globo onde estava uma pilha de nervos, com um ar derrotado, o candidato resolveu se fixar na história da "visão suburbana" que Gabeira teria atribuído à vereadora Lucinha a propósito do aterro sanitário de Paciência. Numa conversa telefônica privada e informal, interceptada por jornalistas, Gabeira caracterizava uma visão limitada da parlamentar sobre um problema que afeta toda a cidade e pode resultar numa tragédia como a de Nápoles. É uma colocação análoga a uma critica eventual a um comportamento "elitista de zona-sul" ou "bairrista de barra-tijucano", que critica essas visões bairristas limitadas mas, naturalmente, nada tem a ver com uma discriminação preconceituosa e generalizada contra "suburbanos" como tenta fazer crer a propaganda negativa de Paes. Na verdade, o preconceito parte diretamente do candidato Eduardo Paes, indicando que ser chamado de suburbano é uma ofensa, quando para Gabeira é na verdade uma virtude. Além do que, mostra que Dudu das mílicias tenta a todo tempo criar um racha na cidade, enquanto Gabeira pretende ser um prefeito de todos os bairros, unindo todas as áreas do município.
1) Sobre ele ter sido guerrilheiro isso é inegável. Gabeira lutou contra a ditadura, e era comunista assim como grande parte dos políticos de hoje. Inclusive Fernando Henrique, Lula, Dilma Roussef, Sérgio Cabral e José Serra. No caso, a forma como Gabeira lutou contra a ditadura foi parecida com a dos que hoje se encontram no poder, Dilma e Marco Aurélio de Melo são dois poderosos ministros que também praticaram atos guerrilheiros e de sequestros. A grande diferença é que hoje ele reconhece que a luta pelo comunismo não era certa, e que a forma como lutou estava errada. O fato é que os tempos eram outros, a ditadura era insuportável e era o auge da polarização esquerda e direita. Se Eduardo Paes fosse presente na época provavelmente agiria como age hoje em dia. Se aliaria ao mais poderoso do momento para conseguir algum emprego público e então ganhar uns trocados e um pouco de fama. Apoiaria sem sombra de duvidas a tortura, e isso ficou evidente no debate da Band, onde ele declarou que achava certo que militantes de outros partidos fossem espancados em público, desde que tivessem alguma ficha suja. Pode parecer estranho isso pra quem não conhece Eduardo Paes, mas para quem é da Zona Oeste e o conhece sob o apelido de Dudu das milicias, essa declaração foi normal.
2) Sobre a atuação de Gabeira como deputado federal, não tem como falar mal. Muitos acreditam que ser do poder legislativo é apenas aprovar emendas que garantam um graninha pra se auto promover no devido curral eleitoral. Isso é resultado de um pouco de ignorancia sobre o funcionamento do Estado. Gabeira nesses anos todos se pautou em aprovar diversos projetos de lei e reformas que hoje ajudam o Brasil. Sempre deixando de lado o medo de perder popularidade ao votar a favor do Brasil e não de pequenos grupos de cidadãos que poderiam lhe garantir eleições. Enquanto toda a esquerda era contra o Real, ele foi a favor. Enquanto toda a esquerda foi contra o Proer, ele foi a favor e hoje vemos o quão necessário foi este programa, vide a crise nos Estados Unidos. Enquanto a esquerda era contra a universalização da telefonia ele foi a favor. Lutou contra o poder da Petrobras na época dos grande vazamentos de óleo, o que obrigou a empresa a impedir que novos desastres acontecessem. Esses são só alguns exemplos da atuação dele em defesa dos interesses dos brasileiros. Não tem do que reclamar da atuação dele na câmara. Tanto ele como Eduardo Paes foram ótimos deputados federais. A diferença é que hoje Eduardo Paes tem vergonha da própria atuação, e isso muito me decepciona pois votei nele para este cargo e tinha orgulho do trabalho dele na CPI dos correios. Se ele tem vergonha, significa que ele acha que é errado investigar a corrupção do executivo e do legislativo. Pra mim, achar que isso errado é que é uma vergonha.
3) Muitos têm me dito que não votam no Gabeira porque ele defende a legalização da maconha. Em primeiro lugar, nem prefeito, nem governador, e nem mesmo presidente têm o poder de legalizar a maconha. Em segundo, Gabeira é a favor, mas não no momento atual. Ele reconhece que somente num futuro em que a sociedade estivesse preparada isso seria possível. É a mesma opinião de Sérgio Cabral, que logo que se elegeu governador levantou a bandeira dessa discussão se dizendo favorável a legalização. Só pra lembrar, Sérgio Cabral é o padrinho político de Eduardo Paes no momento. Digo no momento pois Eduardo Paes troca de padrinho e de partido a toda hora, conforme pode lhe ser conveniente para ganhar um cargo melhor e uma graninha a mais.
4) Outra boato que vem sendo espalhado por Eduardo Paes é sobre as preferências sexuais de Gabeira. Dois são os motivos: A famosa foto dele de tanguinha e o fato dele ser a favor dos direitos civis dos homossexuais. Gabeira desafia os conservadores e defende o princípio de que cada pessoa tem o direito sobre sua própria vida e que deve buscar a felicidade como bem quiser desde que não atrapalhe a liberdade alheia. É por isso que defende os direitos civis dos homossexuais, mas nem por isso é. Ele é casado e tem duas filhas. Não há sequer qualquer história ou boato envolvendo ele com outros homens, ao contrário de Eduardo Paes. Não que isso seja errado, mas é que é mentiroso. Eduardo Paes têm espalhado essas mentiras, mas o telhado dele é de vidro.
5) Eduardo Paes tem a todo momento tentado colar a imagem da gestão de Cesar Maia à candidatura de Gabeira. Isso porque tendo sua candidata derrotada, era natural que o atual prefeito não apoiaria um traidor para prefeito. Mas apoio é diferente de aliança. Não há a participação direta do apoiador na gestão do prefeito que se elegerá. Além disso qualquer que seja o prefeito que se eleja precisará do apoio do DEM, que é o partido que mais elegeu vereadores na câmara. Portanto este apoio é muito importante. Quando dudu das mílicias fala mal desse apoio ele está dando um tiro no próprio pé, pois apesar dos muitos problemas, a gestão de César Maia foi muito boa. Basta comparar o Rio de Janeiro de antes e o de hoje. As contas públicas estão todas em dia, e os funcionários são muito melhor tratados do que por exemplo os funcionários do estado, que é governado a mais de 12 anos pelo PMDB de Eduardo Paes. Trocar uma administração ótima como a atual por uma péssima como a que é feita no Estado do Rio não é uma boa troca, mas mesmo assim Eduardo Paes fica bradando contra a atual gestão aproveitando a onda anti-cesar-maia que assola o Rio por causa da cidade da música. Os funcionários da prefeitura é que devem ficar apreensivos, pois Eduardo Paes trará não como apoio, mas como aliança, com cargos e secretarias, a horda de PMDBista do Garotinho.
6) Nos poucos debates que tivemos nesse segundo turno a pergunta sobre fidelidade partidária foi feita com intensão de colocar Gabeira no mesmo barco que Eduardo Paes. Gabeira trocou de partido apenas uma vez. Foi para o PT no ano da eleição de Lula, quando havia uma grande onda pró Lula. Até eu votei nele. Era um ano de esperança. Tendo começado o governo Lula e vendo tantos problemas dentro do partido e do governo, Gabeira saiu do PT, pois não poderia manter-se num partido com tantos desvios éticos. Normalmente, os políticos fazem o contrário, saem dos partidos que estão em baixa para entrar nos partidos que estão em alta. Exatamente como fez Eduardo Paes que recentemente entrou no PMDB pra conseguir o apadrinhamento de Sérgio Cabral pra virar prefeito. Dudu das milícias têm lançado boatos dizendo que Gabeira foi para o PT para conseguir se eleger deputado federal. Pura mentira aproveitadora da ignorancia alheia, Gabeira sempre teve uma ótima votação, e seguindo o voto proporcional, é muito mais fácil pra ele se eleger em um partido pequeno para eleições legislativas. No caso, como foi o mais votado do Rio de Janeiro, não foi o PT que o ajudou a se eleger, foi ele que ajudou a eleger mais petistas. Assim, pode-se ver que Gabeira, tirando o desvio do ano Lula, Gabeira sempre foi fiel ao seu partido. Já Eduardo Paes, até hoje não sabemos se ele é verde, democrata, social democrata ou salada-mista (PMDB). Aliás, não sabemos nem mesmo se ele é a favor ou contra Lula e Sérgio Cabral. Cada dia uma opinião diferente, sempre buscando ganhar um carguinho melhor.
7) Depois que Eduardo Paes foi massacrado no debate de O Globo onde estava uma pilha de nervos, com um ar derrotado, o candidato resolveu se fixar na história da "visão suburbana" que Gabeira teria atribuído à vereadora Lucinha a propósito do aterro sanitário de Paciência. Numa conversa telefônica privada e informal, interceptada por jornalistas, Gabeira caracterizava uma visão limitada da parlamentar sobre um problema que afeta toda a cidade e pode resultar numa tragédia como a de Nápoles. É uma colocação análoga a uma critica eventual a um comportamento "elitista de zona-sul" ou "bairrista de barra-tijucano", que critica essas visões bairristas limitadas mas, naturalmente, nada tem a ver com uma discriminação preconceituosa e generalizada contra "suburbanos" como tenta fazer crer a propaganda negativa de Paes. Na verdade, o preconceito parte diretamente do candidato Eduardo Paes, indicando que ser chamado de suburbano é uma ofensa, quando para Gabeira é na verdade uma virtude. Além do que, mostra que Dudu das mílicias tenta a todo tempo criar um racha na cidade, enquanto Gabeira pretende ser um prefeito de todos os bairros, unindo todas as áreas do município.
Marcadores:
eduardo paes,
gabeira,
pmdb,
prefeito,
pv,
rio de janeiro
sexta-feira, junho 20, 2008
Resposta dos senadores ao e-mail sobre a CSS
Alguns senadores responderam prontamente ao meu e-mail sobre a CSS. A estes um muito obrigado. Infelizmente nenhum senador do Rio de Janeiro respondeu, o que mostra o total desleixo desses para conosco, eleitores. Segue abaixo as respostas de cada um deles:
Senador Alvaro Dias - PSDB:
Prezado Tiago Motta,
Eu vou votar contra a criação do novo imposto ,batizado de CSS. Não há lógica nos argumentos do governo ao defender a necessidade desse tributo para atender às despesas com saúde pública. O Banco Mundial realizou estudo que confirma: o governo brasileiro gasta muito mal os recursos destinados em saúde pública. A gestão é temerária, provocando desperdício. Portanto, mais do que recursos o que se exige é organização e competência. Os governistas querem deixar a votação da CSS para depois das eleições. Mas a oposição não deve aceitar a manobra. Estou defendendo a agilização dos procedimentos para que se vote o mais rapidamente possível o projeto que institui a CSS. É preciso afastar o fantasma da CPMF já. O governo precisa se organizar na área de saúde pública com urgência. Dar tempo é alimentar a falsa expectativa de que poderemos aprovar essa aberração. A definição de recursos para a Saúde é inadiável; empurrar indefinidamente a votação dessa matéria é prejuízo para a população. Vamos agilizar os procedimentos para que a votação do projeto que institui novo imposto ocorra o mais rapidamente possível.Hoje temos votos suficientes para rejeitar a CSS e a protelação atenderia aos objetivos do governo que deseja transferir para depois das eleições essa importante decisão. Não creio que ela passe no Senado. De qualquer forma repito: vou votar contra a aprovação do novo imposto.
Agradeço o envio da mensagem e mando o meu cordial abraço,
Alvaro Dias
Email : alvarodias@senador.gov.br
Visite nossa página na internet www.senadoralvarodias.com
Blog : www.blogalvarodias.com
Senador Marco Maciel - DEM:
Prezado Senhor
Incumbiu-me o Senador Marco Maciel de agradecer seu e-mail e parabenizá-lo pelo exercício de cidadania.
Se depender do Senador Marco Maciel não será efetuado nenhum aumento de carga tributária que tanto penaliza nossa sociedade.
O sucesso da estabilização econômica e fiscal conquistada pelo povo brasileiro, após a implantação do Plano Real, tem permitido sucessivos recordes de arrecadação que deve ser revertido para que os preceitos constitucionais sejam observados, com relação à saúde, educação, segurança, infra estrutura, etc.
Não há razão para que a decisão soberana dos Senadores, com a derrubada da CPMF seja questionada, com a proposta de criação de novo imposto.
Cordialmente,
Nilson Rebello
Chefe de Gabinete
Senador Arthur Virgílio Neto - PSDB:
Encaminho-lhe minha posição reafirmada sobre o CSS, através de novo pronunciamento no dia 18 de junho. Muito obrigado por sua participação. Saiba que a opinião da população é observada, quando manifestada. É desta forma que construiremos um Brasil melhor e mais justo.
Senador Arthur Virgílio Neto
Líder do PSDB
O SR. PRESIDENTE (Garibaldi Alves Filho. PMDB – RN) – Concedo a palavra ao Senador Arthur Virgílio, Líder do PSDB.
O SR. ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB – AM. Para discutir. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, houve, de fato, um acordo. O acordo era votarmos três embaixadores e três medidas provisórias.
Autoridades podemos a qualquer momento sobre elas deliberar, aprovando os nomes ou os rejeitando. E tem inteira razão o Líder do DEM, Senador José Agripino Maia, quando diz da nossa vontade de derrubar no voto essa nova contribuição, essa tal CSS, que substitui, na verdade, a famigerada e não saudosa CPMF.
Estranhamente, o Governo revela agora falta de desejo de votar essa matéria. Alguns que são mais diretos dizem assim: “Vamos votar depois da eleição”. Aí eu pergunto a V. Exª, Sr. Presidente – perdoe-me se eu porventura estiver sendo rude, não é minha intenção ser rude de jeito algum –: mas o que tem CSS a ver com as calças, Sr. Presidente? O que tem a ver eleição com saúde? Não consigo entender. O dever de um Governo é governar. Se essa contribuição é tão essencial para a saúde brasileira, o dever do Governo é governar. Então, ele tem que ganhar votos ou perder votos, deixar isso de lado, e ir às últimas conseqüências em relação à sua idéia. Essa idéia está desmontada, está desmoralizada, não passa nem hoje nem depois da eleição nem passa amanhã. Não passa porque ficou patente que o Governo quer mais dinheiro, aumentando carga tributária, sem necessidade de fornir as necessidades da saúde. Esse é o fato. Esse é o fato.
Nós teremos um movimento de opinião pública que, imagino, será avassalador agora ou depois das eleições. E uma democracia como a brasileira tem eleição a cada dois anos. Vamos ser bem claros: urgência não há. O Governo alega insegurança aqui e alguns alegam que não se vota isso antes das eleições, talvez para não exporem a sua base aliada ao que seria um desgaste de opinião pública. Então, a base aliada vem primeiro do que os interesses nacionais. A questão eleitoral, a questão eleitoreira melhor dizendo – aí eu quero pejorar mesmo –, vem acima de uma questão relevante como a da saúde.
Eu entendo que, para se dirigir bem a saúde no Brasil, se precisa de honestidade, se precisa de choque de gerência, se precisa de efetiva priorização. O Governo aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras e não deu um real para a saúde; aumentou a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido para os bancos – isso vai ter reflexo nos empréstimos, porque os tomadores de empréstimo é que vão pagar o que será repassado a eles pelos bancos – e nenhum real disso foi para a saúde.
O Governo diz agora que, para dar o dinheiro correspondente à emenda do Senador Tião Viana, precisa de uma tal fonte, e eu dou a fonte: os Ministérios supérfluos que deveriam ser extintos, os cargos em comissão que significam o aparelhismo partidário, tudo isso é fonte. Mas mais, ainda que mantivesse todo esse aparato desnecessário de administração pública, ainda tem a arrecadação crescente. Praticamente, o Governo já arrecadou todo o chamado buraco, aquele que ele imagina que fosse o buraco da CPMF.
Então, a saúde não é uma prioridade e, de novo, o Governo demonstra que não é uma prioridade, porque, quando ele canta e decanta que precisa da CSS para aprovar recursos para a saúde, e aqui ele diz que só vota depois das eleições, é porque não tem tanta pressa assim, e acaba o Governo, então, de desmoralizar de vez qualquer tentativa de criar alguma contribuição. Ele nos diz acreditar numa reforma tributária, que é muito fraca, é muito frágil, é muito tímida, mas tem algumas coisas boas. Uma delas: propõe acabar com todas as contribuições. No mesmo momento em que diz que quer acabar com as contribuições, manda uma nova contribuição para cá.
Então, é uma contradição ambulante, não é metamorfose ambulante, é uma contradição ambulante essa a do Governo Federal.
Por isso, Sr. Presidente, nós aqui estamos a denunciar isso, dizendo que de nossa parte estamos prontos para votar a CSS. Nós concordamos com a matéria vir direto para o plenário, para decidirmos essa parada antes do recesso parlamentar.
Em relação a esta matéria, nós honramos o nosso compromisso. O que cumprimos prometemos. Em uma Casa onde é cada vez de melhor tom que o Governo perceba que o diálogo democrático deve substituir sempre qualquer tentação de prepotência, porque não anda sem a nossa colaboração, anda com a nossa colaboração, e a nossa colaboração anda na medida em que haja esse respeito democrático a uma minoria, que é uma minoria tão relevante, que dela depende o resultado das votações no dia-a-dia da Casa.
Então, Sr. Presidente, nós votamos “não”. O PSDB vota “não”, por entender que não se deve contrariar o Supremo Tribunal Federal. Nós não devemos deliberar a favor de nenhuma medida provisória que trate de crédito orçamentário, e nós não devemos contrariar a Suprema Corte, não devemos diminuir o papel do Congresso Nacional, do Senado Federal. O PSDB vota “Não”.
Em relação à CSS, volto a dizer: estamos mais do que colaborativos. Queremos derrotar no voto o novo tributo. Não ao aumento de carga tributária; não ao novo tributo. E temos confiança, a confiança de que o Governo não tem na sua base, achando que vai perder a votação aqui, nós temos na nossa base de oposição e temos em pessoas independentes da base governista. Então, a hora em que quiserem votar, estamos às ordens para o confronto, estamos às ordens para o cotejo, estamos às ordens para o desafio. Se quiserem falar a sério, defendam suas convicções, se é que as têm, nós defendemos a nossa. E a nossa é derrotar no voto, no plenário, a CSS, ainda antes do recesso Parlamentar.
Muito obrigado.
Meu voto nesta matéria, Sr. Presidente, é “não”.
Senador Alvaro Dias - PSDB:
Prezado Tiago Motta,
Eu vou votar contra a criação do novo imposto ,batizado de CSS. Não há lógica nos argumentos do governo ao defender a necessidade desse tributo para atender às despesas com saúde pública. O Banco Mundial realizou estudo que confirma: o governo brasileiro gasta muito mal os recursos destinados em saúde pública. A gestão é temerária, provocando desperdício. Portanto, mais do que recursos o que se exige é organização e competência. Os governistas querem deixar a votação da CSS para depois das eleições. Mas a oposição não deve aceitar a manobra. Estou defendendo a agilização dos procedimentos para que se vote o mais rapidamente possível o projeto que institui a CSS. É preciso afastar o fantasma da CPMF já. O governo precisa se organizar na área de saúde pública com urgência. Dar tempo é alimentar a falsa expectativa de que poderemos aprovar essa aberração. A definição de recursos para a Saúde é inadiável; empurrar indefinidamente a votação dessa matéria é prejuízo para a população. Vamos agilizar os procedimentos para que a votação do projeto que institui novo imposto ocorra o mais rapidamente possível.Hoje temos votos suficientes para rejeitar a CSS e a protelação atenderia aos objetivos do governo que deseja transferir para depois das eleições essa importante decisão. Não creio que ela passe no Senado. De qualquer forma repito: vou votar contra a aprovação do novo imposto.
Agradeço o envio da mensagem e mando o meu cordial abraço,
Alvaro Dias
Email : alvarodias@senador.gov.br
Visite nossa página na internet www.senadoralvarodias.com
Blog : www.blogalvarodias.com
Senador Marco Maciel - DEM:
Prezado Senhor
Incumbiu-me o Senador Marco Maciel de agradecer seu e-mail e parabenizá-lo pelo exercício de cidadania.
Se depender do Senador Marco Maciel não será efetuado nenhum aumento de carga tributária que tanto penaliza nossa sociedade.
O sucesso da estabilização econômica e fiscal conquistada pelo povo brasileiro, após a implantação do Plano Real, tem permitido sucessivos recordes de arrecadação que deve ser revertido para que os preceitos constitucionais sejam observados, com relação à saúde, educação, segurança, infra estrutura, etc.
Não há razão para que a decisão soberana dos Senadores, com a derrubada da CPMF seja questionada, com a proposta de criação de novo imposto.
Cordialmente,
Nilson Rebello
Chefe de Gabinete
Senador Arthur Virgílio Neto - PSDB:
Encaminho-lhe minha posição reafirmada sobre o CSS, através de novo pronunciamento no dia 18 de junho. Muito obrigado por sua participação. Saiba que a opinião da população é observada, quando manifestada. É desta forma que construiremos um Brasil melhor e mais justo.
Senador Arthur Virgílio Neto
Líder do PSDB
O SR. PRESIDENTE (Garibaldi Alves Filho. PMDB – RN) – Concedo a palavra ao Senador Arthur Virgílio, Líder do PSDB.
O SR. ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB – AM. Para discutir. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, houve, de fato, um acordo. O acordo era votarmos três embaixadores e três medidas provisórias.
Autoridades podemos a qualquer momento sobre elas deliberar, aprovando os nomes ou os rejeitando. E tem inteira razão o Líder do DEM, Senador José Agripino Maia, quando diz da nossa vontade de derrubar no voto essa nova contribuição, essa tal CSS, que substitui, na verdade, a famigerada e não saudosa CPMF.
Estranhamente, o Governo revela agora falta de desejo de votar essa matéria. Alguns que são mais diretos dizem assim: “Vamos votar depois da eleição”. Aí eu pergunto a V. Exª, Sr. Presidente – perdoe-me se eu porventura estiver sendo rude, não é minha intenção ser rude de jeito algum –: mas o que tem CSS a ver com as calças, Sr. Presidente? O que tem a ver eleição com saúde? Não consigo entender. O dever de um Governo é governar. Se essa contribuição é tão essencial para a saúde brasileira, o dever do Governo é governar. Então, ele tem que ganhar votos ou perder votos, deixar isso de lado, e ir às últimas conseqüências em relação à sua idéia. Essa idéia está desmontada, está desmoralizada, não passa nem hoje nem depois da eleição nem passa amanhã. Não passa porque ficou patente que o Governo quer mais dinheiro, aumentando carga tributária, sem necessidade de fornir as necessidades da saúde. Esse é o fato. Esse é o fato.
Nós teremos um movimento de opinião pública que, imagino, será avassalador agora ou depois das eleições. E uma democracia como a brasileira tem eleição a cada dois anos. Vamos ser bem claros: urgência não há. O Governo alega insegurança aqui e alguns alegam que não se vota isso antes das eleições, talvez para não exporem a sua base aliada ao que seria um desgaste de opinião pública. Então, a base aliada vem primeiro do que os interesses nacionais. A questão eleitoral, a questão eleitoreira melhor dizendo – aí eu quero pejorar mesmo –, vem acima de uma questão relevante como a da saúde.
Eu entendo que, para se dirigir bem a saúde no Brasil, se precisa de honestidade, se precisa de choque de gerência, se precisa de efetiva priorização. O Governo aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras e não deu um real para a saúde; aumentou a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido para os bancos – isso vai ter reflexo nos empréstimos, porque os tomadores de empréstimo é que vão pagar o que será repassado a eles pelos bancos – e nenhum real disso foi para a saúde.
O Governo diz agora que, para dar o dinheiro correspondente à emenda do Senador Tião Viana, precisa de uma tal fonte, e eu dou a fonte: os Ministérios supérfluos que deveriam ser extintos, os cargos em comissão que significam o aparelhismo partidário, tudo isso é fonte. Mas mais, ainda que mantivesse todo esse aparato desnecessário de administração pública, ainda tem a arrecadação crescente. Praticamente, o Governo já arrecadou todo o chamado buraco, aquele que ele imagina que fosse o buraco da CPMF.
Então, a saúde não é uma prioridade e, de novo, o Governo demonstra que não é uma prioridade, porque, quando ele canta e decanta que precisa da CSS para aprovar recursos para a saúde, e aqui ele diz que só vota depois das eleições, é porque não tem tanta pressa assim, e acaba o Governo, então, de desmoralizar de vez qualquer tentativa de criar alguma contribuição. Ele nos diz acreditar numa reforma tributária, que é muito fraca, é muito frágil, é muito tímida, mas tem algumas coisas boas. Uma delas: propõe acabar com todas as contribuições. No mesmo momento em que diz que quer acabar com as contribuições, manda uma nova contribuição para cá.
Então, é uma contradição ambulante, não é metamorfose ambulante, é uma contradição ambulante essa a do Governo Federal.
Por isso, Sr. Presidente, nós aqui estamos a denunciar isso, dizendo que de nossa parte estamos prontos para votar a CSS. Nós concordamos com a matéria vir direto para o plenário, para decidirmos essa parada antes do recesso parlamentar.
Em relação a esta matéria, nós honramos o nosso compromisso. O que cumprimos prometemos. Em uma Casa onde é cada vez de melhor tom que o Governo perceba que o diálogo democrático deve substituir sempre qualquer tentação de prepotência, porque não anda sem a nossa colaboração, anda com a nossa colaboração, e a nossa colaboração anda na medida em que haja esse respeito democrático a uma minoria, que é uma minoria tão relevante, que dela depende o resultado das votações no dia-a-dia da Casa.
Então, Sr. Presidente, nós votamos “não”. O PSDB vota “não”, por entender que não se deve contrariar o Supremo Tribunal Federal. Nós não devemos deliberar a favor de nenhuma medida provisória que trate de crédito orçamentário, e nós não devemos contrariar a Suprema Corte, não devemos diminuir o papel do Congresso Nacional, do Senado Federal. O PSDB vota “Não”.
Em relação à CSS, volto a dizer: estamos mais do que colaborativos. Queremos derrotar no voto o novo tributo. Não ao aumento de carga tributária; não ao novo tributo. E temos confiança, a confiança de que o Governo não tem na sua base, achando que vai perder a votação aqui, nós temos na nossa base de oposição e temos em pessoas independentes da base governista. Então, a hora em que quiserem votar, estamos às ordens para o confronto, estamos às ordens para o cotejo, estamos às ordens para o desafio. Se quiserem falar a sério, defendam suas convicções, se é que as têm, nós defendemos a nossa. E a nossa é derrotar no voto, no plenário, a CSS, ainda antes do recesso Parlamentar.
Muito obrigado.
Meu voto nesta matéria, Sr. Presidente, é “não”.
E-mail sobre o CSS enviado a todos os senadores
Mandei essa semana o seguinte e-mail a todos os senadores do Brasil:
Não consigo entender como alguém pode ser a favor da volta do CPMF, transvestido de CSS. Um imposto com carater cumulativo e que onera principalmente aqueles que estão na base do consumo, inflacionando ainda mais os produtos e que não traz qualquer benefício à população, só ajuda mesmo aqueles que estão no poder, tendo mais dinheiro para comprar votos. O fato é que para não acabar com a CPMF, o governo fez um monte de terrorismo, ameaçando acabar com o bolsa família e dizendo
que teríamos deficit no orçamento. O que ocorreu foi exatamente o contrário, tivemos recordes e mais recordes de arrecadação. Ou seja, o governo ainda quer tomar mais dinheiro do povo brasileiro. E pra que? Pra bancar sindicatos e marajás. Um tremendo absurdo.
Me envergonhei de saber que todos os senadores do Rio de Janeiro votaram a favor ou se absteram da prorrogação da CPMF. Isso só legitimou mais ainda minha vontade da total renovação dos quadros
legislativos do povo fluminense. Sem duvida estão podres. Eu que votei em Dornelles, hoje me envergonho deste voto. Antes tivessemos eleições de avaliação, para verificar se determinados senadores deveriam continuar exercendo o mandato. Como isso ainda não é possível, fica só
o meu protesto. Dornelles, você envergonhou meu voto.
Segue abaixo alguns textos e estudos que mostram que a CPMF, e a CSS não são necessárias, bem como são danosas ao nosso povo:
- Por que a CPMF precisa acabar
- Jogo sujo do governo a favor da CPMF
Alguns senadores responderam meu e-mail sobre o CSS aqui: Resposta dos senadores ao e-mail sobre a CSS.
Não consigo entender como alguém pode ser a favor da volta do CPMF, transvestido de CSS. Um imposto com carater cumulativo e que onera principalmente aqueles que estão na base do consumo, inflacionando ainda mais os produtos e que não traz qualquer benefício à população, só ajuda mesmo aqueles que estão no poder, tendo mais dinheiro para comprar votos. O fato é que para não acabar com a CPMF, o governo fez um monte de terrorismo, ameaçando acabar com o bolsa família e dizendo
que teríamos deficit no orçamento. O que ocorreu foi exatamente o contrário, tivemos recordes e mais recordes de arrecadação. Ou seja, o governo ainda quer tomar mais dinheiro do povo brasileiro. E pra que? Pra bancar sindicatos e marajás. Um tremendo absurdo.
Me envergonhei de saber que todos os senadores do Rio de Janeiro votaram a favor ou se absteram da prorrogação da CPMF. Isso só legitimou mais ainda minha vontade da total renovação dos quadros
legislativos do povo fluminense. Sem duvida estão podres. Eu que votei em Dornelles, hoje me envergonho deste voto. Antes tivessemos eleições de avaliação, para verificar se determinados senadores deveriam continuar exercendo o mandato. Como isso ainda não é possível, fica só
o meu protesto. Dornelles, você envergonhou meu voto.
Segue abaixo alguns textos e estudos que mostram que a CPMF, e a CSS não são necessárias, bem como são danosas ao nosso povo:
- Por que a CPMF precisa acabar
- Jogo sujo do governo a favor da CPMF
Alguns senadores responderam meu e-mail sobre o CSS aqui: Resposta dos senadores ao e-mail sobre a CSS.
segunda-feira, setembro 17, 2007
A maior vitória da imprensa
Paulo Henrique Amorim escreveu recentemente um artigo no mínimo rídiculo entitulado "A maior derrota da imprensa". Basicamente o texto, escrito em tópicos, defende Renan Calheiros e comemora sua absolvição como se fosse uma vitória do senado brasileiro contra a imprensa. Que ele chama de golpista é claro.
Isto escrito por um petista não é nenhuma novidade. Petistas em geral, desde que se apossaram do poder, e de nosso dinheiro, passaram a culpar o trio imprensa, mídia e elites, sempre que alguma cagada deles é revelada. Foi assim no mensalão, dossiê, crise aérea, lulinha e telemar, com vavá e será assim com as descobertas da CPI das ONGs.
O estranho, é que esse petista é também um jornalista. Isso porque não foi nenhum orgão de imprensa ou de mídia que quebrou o decoro parlamentar. Foi o presidente do senado, Renan Calheiros.
Mesmo que o senador conseguisse provar que não recebeu dinheiro algum do lobbista, o fato dele ter recebido um favor de alguém que se beneficiou de emendas feitas pelo mesmo já configura quebra do decoro. Cézar Maia prefeito do Rio, em seu ex-blog relembra dois casos de cassação sobre quebra de decoro que não tinham sequer provas documentais: O deputado Barreto Pinto, fotografado de smoking em cima e cueca embaixo, e Collor por evidências de corrupção desencadeada por seu homem de confiança, mas sem provas documentais.
Mas, mesmo sabendo disso, um jornalista como Paulo Henrique Amorim, prefere de má-fé enganar seus leitores, e abusar da inteligência alheia escrevendo um artigo que nada mais é do que um folhetim de propaganda política. Ele chega a afirmar que 99% dos deputados e senadores fazem o mesmo que Renan Calheiro. Sem dúvida uma estatística mentirosa, mas que não exime o senador.
É o típico pensamento pequeno dos conformados com a corrupção. Pensam: Ah, todo mundo rouba mesmo, então deixa ele roubar. Lastimável um jornalista propagandear esse tipo de pensamento.
A vitória do senador Renan Calheiros, não foi contra a imprensa, foi contra a ética, foi contra o povo. Na verdade, com a absolvição de Renan a imprensa ganhou mais do que perdeu.
Vejamos: Um presidente do senado com mais dois processos de quebra de decoro parlamentar nas costas, um senado dividido e um desgaste desnecessário do governo para salvar um senador em troca da prorrogação da CPMF. Isso tudo é uma grande fonte de notícias e como consequência uma grande fonte de lucro.
A imprensa só perderá quando o governo parar de fazer burradas.
Isto escrito por um petista não é nenhuma novidade. Petistas em geral, desde que se apossaram do poder, e de nosso dinheiro, passaram a culpar o trio imprensa, mídia e elites, sempre que alguma cagada deles é revelada. Foi assim no mensalão, dossiê, crise aérea, lulinha e telemar, com vavá e será assim com as descobertas da CPI das ONGs.
O estranho, é que esse petista é também um jornalista. Isso porque não foi nenhum orgão de imprensa ou de mídia que quebrou o decoro parlamentar. Foi o presidente do senado, Renan Calheiros.
Mesmo que o senador conseguisse provar que não recebeu dinheiro algum do lobbista, o fato dele ter recebido um favor de alguém que se beneficiou de emendas feitas pelo mesmo já configura quebra do decoro. Cézar Maia prefeito do Rio, em seu ex-blog relembra dois casos de cassação sobre quebra de decoro que não tinham sequer provas documentais: O deputado Barreto Pinto, fotografado de smoking em cima e cueca embaixo, e Collor por evidências de corrupção desencadeada por seu homem de confiança, mas sem provas documentais.
Mas, mesmo sabendo disso, um jornalista como Paulo Henrique Amorim, prefere de má-fé enganar seus leitores, e abusar da inteligência alheia escrevendo um artigo que nada mais é do que um folhetim de propaganda política. Ele chega a afirmar que 99% dos deputados e senadores fazem o mesmo que Renan Calheiro. Sem dúvida uma estatística mentirosa, mas que não exime o senador.
É o típico pensamento pequeno dos conformados com a corrupção. Pensam: Ah, todo mundo rouba mesmo, então deixa ele roubar. Lastimável um jornalista propagandear esse tipo de pensamento.
A vitória do senador Renan Calheiros, não foi contra a imprensa, foi contra a ética, foi contra o povo. Na verdade, com a absolvição de Renan a imprensa ganhou mais do que perdeu.
Vejamos: Um presidente do senado com mais dois processos de quebra de decoro parlamentar nas costas, um senado dividido e um desgaste desnecessário do governo para salvar um senador em troca da prorrogação da CPMF. Isso tudo é uma grande fonte de notícias e como consequência uma grande fonte de lucro.
A imprensa só perderá quando o governo parar de fazer burradas.
quarta-feira, setembro 12, 2007
PT salva Renan Calheiros em troca de CPMF
Renan Calheiros salvou-se hoje da cassação não por ser inocente, mas por causa de seu poder político e da salvaguarda do voto secreto. Os senadores petistas puderam votar livremente a favor do rei do gado, sem medo que seus eleitores conferissem sua canalhisse. Tudo isso para manter o apoio do PMDB na aprovação da CPMF. Com isso o PT sacaneia o povo duas vezes em uma tacada só.
A melhor coisa para o Brasil seria a queda do presidente do senado. Seria uma grande chance para que se criasse um segundo Roberto Jefferson. Um novo mar de lama seria descoberto. A coincidência no número de senadores a votarem contra a cassação, com o número de réus do caso do mensalão pode não ser só coincidência. Muitos rabos presos seriam puxados por vingança.
Contudo, o PT preferiu como sempre defender impunidade.
Lamentável.
A melhor coisa para o Brasil seria a queda do presidente do senado. Seria uma grande chance para que se criasse um segundo Roberto Jefferson. Um novo mar de lama seria descoberto. A coincidência no número de senadores a votarem contra a cassação, com o número de réus do caso do mensalão pode não ser só coincidência. Muitos rabos presos seriam puxados por vingança.
Contudo, o PT preferiu como sempre defender impunidade.
Lamentável.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Mensaleiros devem ser perdoados?
Os petralhas de plantão acreditam que sim. O argumento principal deles é que isso é algo que sempre ocorreu. Citam o exemplo da compra de votos para a reeleição do governo Fernando Henrique. E dizem que já que ninguém foi punido, os petralhas deveriam ser poupados também.
Já eu penso de uma forma completamente diferente. Acredito que independente do governo em questão, deve-se investigar e se comprovado punir todos os infratores. No caso da compra de votos, houve o julgamento e nada foi comprovado. No caso do mensalão, os petralhas estão até mesmo tentando impedir o julgamento do STF.
Chega ao cúmulo de alegarem que mensalão não existiu. Mesmo com todas as confissões, inclusive de companheiros de partido. Para essas pessoas que defendem com tanto ardor a persistencia da impunidade no Brasil, seguem as perguntas que o procurador geral fez ao defender sua tese de que cabe o julgamento sim.
- Por que os envolvidos não agiram às claras, como fazem "pessoas de bem"?
- Por que parte do dinheiro era depositado em contas bancárias no exterior?
- Por que não se utilizava o mecanismo bancário comum, este que conhecemos?
- Por que Marcos Valério e Delúbio Soares mentiram sobre a movimentação financeira?
- A movimentação clandestina de mais de R$ 40 milhões é o quê?
- A mala de dinheiro entregue ao então PL e ao PTB é o quê?
- Os saques feitos por parlamentares, em espécie, no Banco Rural são o quê?
São só algumas das perguntas que não se calam, nessa sujeira que é o governo Lula.
Já eu penso de uma forma completamente diferente. Acredito que independente do governo em questão, deve-se investigar e se comprovado punir todos os infratores. No caso da compra de votos, houve o julgamento e nada foi comprovado. No caso do mensalão, os petralhas estão até mesmo tentando impedir o julgamento do STF.
Chega ao cúmulo de alegarem que mensalão não existiu. Mesmo com todas as confissões, inclusive de companheiros de partido. Para essas pessoas que defendem com tanto ardor a persistencia da impunidade no Brasil, seguem as perguntas que o procurador geral fez ao defender sua tese de que cabe o julgamento sim.
- Por que os envolvidos não agiram às claras, como fazem "pessoas de bem"?
- Por que parte do dinheiro era depositado em contas bancárias no exterior?
- Por que não se utilizava o mecanismo bancário comum, este que conhecemos?
- Por que Marcos Valério e Delúbio Soares mentiram sobre a movimentação financeira?
- A movimentação clandestina de mais de R$ 40 milhões é o quê?
- A mala de dinheiro entregue ao então PL e ao PTB é o quê?
- Os saques feitos por parlamentares, em espécie, no Banco Rural são o quê?
São só algumas das perguntas que não se calam, nessa sujeira que é o governo Lula.
terça-feira, agosto 21, 2007
Por que a CPMF precisa acabar?
A CPMF precisa acabar, primeiramente, porque é um imposto injusto. E isso se explica em três breves consequências de sua cobrança: Possui um terrível efeito cascata, afungenta investimentos no setor produtivo e contribui para a diminuição do crescimento do pais.
O efeito cascata acontece porque toda a cadeia produtiva de qualquer comércio ou industria é taxada por esse imposto. Logo o preço final de um bem de consumo acaba tendo inserido diversas cobranças de imposto sobre imposto, o que não é nem um pouco justo. No caso dos remédios por exemplo, o preço final fica 2% mais caro só por causa da CPMF.
Essa cobrança também impede maior liberdade de ação aos empresários que queiram investir no setor produtivo, pois toda movimentação bancária passa a ser temerosa. Qualquer tentativa de bonificação aos funcionários, compra de equipamentos ou investimento em pesquisa passa a ser onerado.
É o caso por exemplo de um laboratório de análises de solo e petróleo em que trabalhei a serviço de uma terceirizada. Eles exportavam serviços de análise à Europa e ao México e o pagamento era deixado em contas do exterior para então fugir da cobrança da CPMF. Imagina quantos casos como esses não devem ocorrer no Brasil?
Somado a isto, tem-se também o fator de que a CPMF é a causa de ao meno 0.9% na taxa básica de juros, a Selic, o que trava ainda mais o crescimento do país. Estudos indicam que só o corte da cobrança da CPMF, e seus 0.9% de juros, possa causar um acréscimo de 1% no crescimento do PIB. Isso seria quase chegar no crescimento do Chile, país que caminha para o desembrego quase 0.
Ou seja, no final das contas quem mais sofre com a cobrança da CPMF é o pobre, que não tem como fugir de sua cobrança e sofre com o crescimento baixo da economia.
Além disso, é preciso observar que a CPMF não precisaria mais ser peça fundamental do orçamento da União. Bastava o governo equilibrar melhor suas contas. Um exemplo claro é que se o governo tivesse acabado com a CPMF em dezembro passado, e passasse apenas esses seis meses sem aumentar gastos, ainda sim a arrecadação de impostos teria crescido 2.8 bilhões.
O problema é que o governo Lula quer continuar aumentando os gastos do governo e em consequência a carga tributária. Faz isso para poder gastar em propagandas, na televisão pública e contratação de funcionários públicos sem concurso, como neste trem da alegria que está pra ser aprovado. É uma vergonha.
Leia também:
O efeito cascata acontece porque toda a cadeia produtiva de qualquer comércio ou industria é taxada por esse imposto. Logo o preço final de um bem de consumo acaba tendo inserido diversas cobranças de imposto sobre imposto, o que não é nem um pouco justo. No caso dos remédios por exemplo, o preço final fica 2% mais caro só por causa da CPMF.
Essa cobrança também impede maior liberdade de ação aos empresários que queiram investir no setor produtivo, pois toda movimentação bancária passa a ser temerosa. Qualquer tentativa de bonificação aos funcionários, compra de equipamentos ou investimento em pesquisa passa a ser onerado.
É o caso por exemplo de um laboratório de análises de solo e petróleo em que trabalhei a serviço de uma terceirizada. Eles exportavam serviços de análise à Europa e ao México e o pagamento era deixado em contas do exterior para então fugir da cobrança da CPMF. Imagina quantos casos como esses não devem ocorrer no Brasil?
Somado a isto, tem-se também o fator de que a CPMF é a causa de ao meno 0.9% na taxa básica de juros, a Selic, o que trava ainda mais o crescimento do país. Estudos indicam que só o corte da cobrança da CPMF, e seus 0.9% de juros, possa causar um acréscimo de 1% no crescimento do PIB. Isso seria quase chegar no crescimento do Chile, país que caminha para o desembrego quase 0.
Ou seja, no final das contas quem mais sofre com a cobrança da CPMF é o pobre, que não tem como fugir de sua cobrança e sofre com o crescimento baixo da economia.
Além disso, é preciso observar que a CPMF não precisaria mais ser peça fundamental do orçamento da União. Bastava o governo equilibrar melhor suas contas. Um exemplo claro é que se o governo tivesse acabado com a CPMF em dezembro passado, e passasse apenas esses seis meses sem aumentar gastos, ainda sim a arrecadação de impostos teria crescido 2.8 bilhões.
O problema é que o governo Lula quer continuar aumentando os gastos do governo e em consequência a carga tributária. Faz isso para poder gastar em propagandas, na televisão pública e contratação de funcionários públicos sem concurso, como neste trem da alegria que está pra ser aprovado. É uma vergonha.
Leia também:
segunda-feira, agosto 20, 2007
sexta-feira, agosto 17, 2007
Onde Lula vai, a vaia vai atrás
Do Ex-Blog do Cézar maia: Nervos à Flor da Pele
1. Aonde Lula vai há a expectativa de vaias. Isso o está deixando com os nervos a flor da pele. Ontem em Campos, um pequeno grupo de 12 pessoas vaiou e foi o suficiente para que a cerimônia mudasse os discursos no palanque e Lula e o governador contra-atacasse, Lula tentasse ironizar (sempre falando bobagens sem sentido), dando à minúscula manifestação (segundo eles) espaço em toda a mídia. Hoje ninguém sabe o que eles estavam fazendo em Campos. Mas sabe-se das vaias e das reações.
2. À noite no Rio -em visita ao apartamento da viúva de Apolônio Carvalho -vide coluna do Ancelmo no Globo- foi outra vez vaiado, espontaneamente vaiado.
3. Ontem no encontro do Jobim com parentes das vítimas de Congonhas, quando um deles descascou Lula, os demais se levantaram e aplaudiram (ver Painel da FSP).
4. Lula já sinaliza com um discurso chavista. O argumento que as elites são contra o bolsa-família e que os filhos da elite ganham bolsa no exterior é de uma demagogia que nem Chávez iria a tanto. Sinaliza desespero e confronto. Populismo + autoritarismo é a fórmula da contra-democracia. Cuidemos dela como primeiríssima prioridade. Enquanto é tempo!
1. Aonde Lula vai há a expectativa de vaias. Isso o está deixando com os nervos a flor da pele. Ontem em Campos, um pequeno grupo de 12 pessoas vaiou e foi o suficiente para que a cerimônia mudasse os discursos no palanque e Lula e o governador contra-atacasse, Lula tentasse ironizar (sempre falando bobagens sem sentido), dando à minúscula manifestação (segundo eles) espaço em toda a mídia. Hoje ninguém sabe o que eles estavam fazendo em Campos. Mas sabe-se das vaias e das reações.
2. À noite no Rio -em visita ao apartamento da viúva de Apolônio Carvalho -vide coluna do Ancelmo no Globo- foi outra vez vaiado, espontaneamente vaiado.
3. Ontem no encontro do Jobim com parentes das vítimas de Congonhas, quando um deles descascou Lula, os demais se levantaram e aplaudiram (ver Painel da FSP).
4. Lula já sinaliza com um discurso chavista. O argumento que as elites são contra o bolsa-família e que os filhos da elite ganham bolsa no exterior é de uma demagogia que nem Chávez iria a tanto. Sinaliza desespero e confronto. Populismo + autoritarismo é a fórmula da contra-democracia. Cuidemos dela como primeiríssima prioridade. Enquanto é tempo!
Assinar:
Postagens (Atom)